Instrumentais Dentários: Nomes e Para Que Servem

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72 instrumentos e materiais

Instrumentais dentários: o que são e para que servem

O nome correto de cada instrumento, o nome por que também é conhecido no gabinete, para que serve, e o cuidado que a assistente tem de ter com ele. Pesquisa pelo nome ou filtra pela área.

Exame e diagnóstico

Espelho intraoral

Também conhecido por: espelho de boca

Reflete a imagem das faces que o médico não vê diretamente, afasta a língua e a bochecha e ilumina o campo.

Na práticaVai em todas as bandejas, sem exceção. Aquece-o na mão ou passa-o pela mucosa antes de entregar, para não embaciar.

Exame e diagnóstico

Sonda exploradora

Também conhecido por: sonda nº 5, sonda de cárie

Ponta fina e curva que deteta cárie, fendas, excessos de restauração e tártaro pelo tato.

Na práticaEntrega sempre com a ponta virada para ti, nunca para o médico. É o instrumento que mais pica luvas.

Exame e diagnóstico

Pinça clínica

Também conhecido por: pinça de algodão, pinça universal

Leva e retira da boca algodões, rolos, limas, cones e pequenos materiais.

Na práticaFaz parte do trio básico com o espelho e a sonda. Serve também para receberes de volta o que sai da boca.

Exame e diagnóstico

Sonda periodontal

Também conhecido por: sonda milimetrada, sonda de Williams

Mede em milímetros a profundidade das bolsas periodontais e a retração gengival.

Na práticaUsada no periodontograma. Prepara a folha de registo antes, porque o médico vai ditar seis valores por dente.

Exame e diagnóstico

Espátula de Lecron

Modela cera e materiais provisórios e ajuda a remover excessos.

Na práticaAparece mais em prótese e em provisórios do que em dentística.

Dentística

Colher de dentina

Também conhecido por: escavador, cureta de dentina

Remove manualmente a dentina cariada amolecida, sem recorrer à broca.

Na práticaVai na bandeja de dentística e de endodontia. Perde o corte com o uso, avisa quando começar a deslizar.

Dentística

Espátula de Heidemann

Insere e modela o material restaurador dentro da cavidade antes de fotopolimerizar.

Na práticaÉ a fina. Não a confundas com a de ação lateral, que é mais larga e serve para condensar.

Dentística

Espátula de ação lateral

Condensa e adapta o material às paredes da cavidade, sobretudo nas faces laterais.

Na práticaCostuma vir a par com a Heidemann. Uma insere, a outra adapta.

Dentística

Condensador

Também conhecido por: calcador, brunidor

Comprime o material contra o fundo e as paredes da cavidade para não deixar bolhas.

Na práticaHá de vários diâmetros. Alinha-os por tamanho na bandeja, o médico pede pelo calibre.

Dentística

Porta-matriz de Tofflemire

Segura a matriz metálica à volta do dente para reconstruir a parede em falta.

Na práticaMonta a matriz antes da consulta e deixa a chave à mão, porque é apertada com o dente já isolado.

Dentística

Matriz e cunha

Também conhecido por: banda matriz, cunha de madeira

A matriz faz de parede provisória e a cunha adapta-a ao dente e separa-o do vizinho.

Na práticaConsumível. Verifica o stock de cunhas pequenas, são as que acabam primeiro.

Dentística

Fotopolimerizador

Também conhecido por: luz de fotopolimerização, candeeiro

Emite luz azul que endurece as resinas compostas e os adesivos.

Na práticaPõe sempre o escudo de proteção e nunca olhes diretamente para a luz. Confirma a bateria no início do dia.

Dentística

Resina composta

Também conhecido por: compósito

Material da cor do dente para restaurar cáries e fraturas.

Na práticaGuarda ao abrigo da luz e fecha logo a seringa. Confirma a cor escolhida antes de abrir o compule.

Dentística

Ácido ortofosfórico

Também conhecido por: ácido de condicionamento, gel azul

Condiciona o esmalte e a dentina para o adesivo agarrar.

Na práticaTempo controlado. Prepara a seringa de água e o aspirador para a lavagem imediata.

Dentística

Adesivo dentinário

Também conhecido por: bonding, primer

Faz a ligação química entre o dente condicionado e a resina.

Na práticaFrasco pequeno e caro, e evapora. Só o abras no momento e fecha logo a seguir.

Dentística

Forro cavitário

Também conhecido por: hidróxido de cálcio, base

Protege a polpa nas cavidades profundas antes de restaurar.

Na práticaVai por baixo da restauração. Mistura só quando o médico pedir, presa depressa.

Dentística

Tira de lixa

Também conhecido por: tira de acabamento, tira abrasiva

Acaba e pole as faces entre dentes e remove excessos interproximais.

Na práticaConsumível de fim de consulta. Deixa-a preparada junto do fio dentário.

Dentística

Papel de articulação

Também conhecido por: papel azul, carbono

Marca os pontos de contacto para ajustar a mordida da restauração.

Na práticaEntrega na pinça clínica, já dobrado. Vais ouvir pedir várias vezes seguidas.

Endodontia

Limas endodônticas

Também conhecido por: limas K, limas manuais

Limpam e modelam o interior dos canais radiculares.

Na práticaNumeradas e coloridas por calibre. Conta as que entram e as que saem, e monta a régua endodôntica antes.

Endodontia

Tira-nervo

Também conhecido por: broca de Hedström, extirpa-nervo

Remove o tecido pulpar do canal.

Na práticaDescartável, de uso único. Nunca reutilizar.

Endodontia

Cones de papel

Também conhecido por: pontas de papel absorvente

Secam o canal antes da obturação.

Na práticaEstéreis e de uso único. Abre a embalagem só no momento, com a pinça.

Endodontia

Cones de guta-percha

Também conhecido por: gutta-percha

Preenchem e selam o canal já limpo e seco.

Na práticaConfirma o calibre com o da última lima usada. Guarda ao abrigo do calor.

Endodontia

Condensador vertical

Também conhecido por: calcador de Schilder, plugger

Compacta a guta-percha no sentido do ápice para não deixar espaços.

Na práticaVem em conjunto de vários calibres. Alinha por ordem crescente.

Endodontia

Localizador apical

Mede eletronicamente o comprimento do canal até ao ápice.

Na práticaPrecisa do clip labial e do contacto com a lima. Verifica os elétrodos e a bateria.

Endodontia

Dique de borracha

Também conhecido por: isolamento absoluto, lençol de borracha

Isola o dente da saliva e protege as vias aéreas do paciente.

Na práticaPrepara o arco, o grampo, a pinça e o perfurador em conjunto. Sem isto não há endodontia bem feita.

Endodontia

Grampo do dique

Também conhecido por: clamp

Prende o dique ao dente.

Na práticaAmarra sempre um fio dentário ao grampo antes de colocar, para o recuperar se soltar.

Periodontologia

Cureta de Gracey

Raspagem e alisamento radicular abaixo da gengiva, com a lâmina angulada para cada grupo de dentes.

Na práticaCada número serve uma zona da boca. Dispõe por ordem, o médico pede pelo número, não pelo nome.

Periodontologia

Cureta universal

Também conhecido por: cureta de Columbia

Raspagem supra e subgengival em qualquer zona, com lâmina de dois bordos cortantes.

Na práticaMais versátil que a de Gracey mas menos precisa em bolsas profundas.

Periodontologia

Foice

Também conhecido por: raspador, scaler

Remove tártaro acima da gengiva, sobretudo entre os dentes anteriores.

Na práticaPonta muito aguçada. Cuidado ao lavar, é das que mais fura luvas.

Periodontologia

Destartarizador ultrassónico

Também conhecido por: ultrassons, cavitron

Remove tártaro por vibração, com irrigação de água.

Na práticaGera muito aerossol. Aspiração de alto volume obrigatória e proteção ocular para todos.

Periodontologia

Pedra de afiar

Recupera o gume das curetas e raspadores.

Na práticaFaz parte da manutenção. Uma cureta romba obriga a mais força e magoa o paciente.

Periodontologia

Sindesmótomo

Descola a gengiva do colo do dente antes da extração, cortando o ligamento.

Na práticaVai na bandeja de cirurgia, é o primeiro a ser usado.

Cirurgia e exodontia

Fórceps

Também conhecido por: boticão

Preende e extrai o dente. A forma do bico muda conforme o dente e a arcada.

Na práticaCada fórceps serve um grupo de dentes. Confirma o dente a extrair antes de montar a bandeja.

Cirurgia e exodontia

Alavanca

Também conhecido por: elevador, botador

Luxa o dente antes da extração, rompendo o ligamento periodontal.

Na práticaVem em conjunto de retas e curvas. Entrega a reta primeiro, é quase sempre a que abre trabalho.

Cirurgia e exodontia

Descolador

Também conhecido por: perióstotomo, descolador de Molt

Descola o retalho de gengiva e periósteo do osso.

Na práticaSó aparece quando há retalho. Se o médico pedir, é sinal de que vem sutura a seguir.

Cirurgia e exodontia

Porta-agulhas

Segura a agulha durante a sutura.

Na práticaMonta a agulha a dois terços do bico, com a curvatura para cima. Deixa a tesoura de fio já ao lado.

Cirurgia e exodontia

Pinça de disseção

Também conhecido por: pinça de Adson

Segura o tecido mole durante a sutura.

Na práticaVai sempre a par com o porta-agulhas.

Cirurgia e exodontia

Tesoura de sutura

Corta o fio depois do nó.

Na práticaCorta o fio deixando dois a três milímetros. Nunca uses esta tesoura para outra coisa.

Cirurgia e exodontia

Cureta de Lucas

Também conhecido por: cureta cirúrgica

Limpa o alvéolo depois da extração, removendo tecido de granulação.

Na práticaEntrega logo a seguir à extração, antes da sutura.

Cirurgia e exodontia

Colher de osso

Também conhecido por: pinça goiva

Regulariza bordos ósseos afiados depois da extração.

Na práticaSó em extrações complicadas. Tem sempre soro à mão para irrigar.

Prótese e impressões

Moldeira

Suporta o material de impressão para copiar a arcada.

Na práticaEscolhe o tamanho com o paciente já sentado e prova antes de carregar o material.

Prótese e impressões

Alginato

Também conhecido por: hidrocolóide irreversível

Material de impressão para modelos de estudo e provisórios.

Na práticaProporção de água e pó rigorosa e trabalho rápido. Vaza o molde no próprio dia, distorce.

Prótese e impressões

Silicone de adição

Também conhecido por: silicone de impressão, putty

Impressão de alta precisão para coroas, pontes e implantes.

Na práticaNunca manipules com luvas de látex, inibem a presa. Usa luvas de nitrilo.

Prótese e impressões

Taça de borracha e espátula

Também conhecido por: gral, taça de gesso

Misturam alginato e gesso.

Na práticaLava imediatamente depois de usar. Alginato seco não sai.

Prótese e impressões

Gesso

Também conhecido por: gesso pedra, tipo III e IV

Reproduz o modelo a partir da impressão.

Na práticaPesa e mede sempre. Gesso mal doseado dá modelos que partem.

Prótese e impressões

Arco facial

Regista a relação da maxila com a articulação para montar em articulador.

Na práticaAparece em reabilitações. Monta e desinfeta segundo o manual do fabricante.

Prótese e impressões

Cimento provisório

Fixa temporariamente coroas e pontes até à cimentação definitiva.

Na práticaLimpa bem os excessos, sobretudo interproximais, ou o paciente volta com a gengiva inflamada.

Ortodontia

Bandas ortodônticas

Também conhecido por: anéis

Fixam-se aos molares para ancorar o aparelho.

Na práticaVêm numeradas por tamanho. Devolve à caixa as que não forem usadas, sempre desinfetadas.

Ortodontia

Bráquetes

Também conhecido por: brackets

Colam-se ao dente e recebem o arco que move os dentes.

Na práticaCada dente tem o seu. Organiza o kit por número antes de o médico começar a colagem.

Ortodontia

Arco ortodôntico

Também conhecido por: fio

Aplica a força que movimenta os dentes.

Na práticaGuarda por calibre e material. Corta apenas o que sobra, com o alicate próprio.

Ortodontia

Alicate de Weingart

Insere e posiciona o arco nos bráquetes.

Na práticaO mais pedido na consulta de ortodontia. Deixa-o no topo da bandeja.

Ortodontia

Alicate de corte distal

Corta a ponta do arco atrás do último dente e segura o pedaço cortado.

Na práticaSegura o fragmento, o que evita que caia na garganta do paciente. Verifica se o mecanismo prende.

Ortodontia

Elásticos e ligaduras

Também conhecido por: módulos, ligaduras elásticas

Prendem o arco ao bráquete.

Na práticaConsumível colorido, muito pedido pelos mais novos. Verifica o stock semanalmente.

Anestesia

Seringa carpule

Também conhecido por: seringa de aspiração

Aplica o anestésico local a partir do tubete.

Na práticaMonta com o tubete e a agulha só no momento e mantém tapada do campo de visão do paciente.

Anestesia

Tubete anestésico

Também conhecido por: carpule, anestubo

Contém o anestésico, quase sempre com vasoconstritor.

Na práticaConfirma o prazo e a integridade. Regista o lote quando o protocolo da clínica o exigir.

Anestesia

Agulha dentária

Introduz o anestésico. Curta para infiltração, longa para bloqueio.

Na práticaDescartável. Nunca reencapsules com as duas mãos e despeja no contentor de cortantes imediatamente.

Anestesia

Anestésico tópico

Também conhecido por: gel anestésico

Adormece a mucosa antes da picada.

Na práticaAplica com cotonete e deixa atuar. É o que faz o paciente lembrar-se bem ou mal da consulta.

Equipamento e consumíveis

Turbina

Também conhecido por: alta rotação, caneta

Peça de mão de alta velocidade para remover tecido dentário e preparar cavidades.

Na práticaLubrifica e esteriliza segundo o manual. Confirma o spray de água antes de cada consulta.

Equipamento e consumíveis

Contra-ângulo

Também conhecido por: baixa rotação

Peça de mão de baixa velocidade para remover cárie, polir e profilaxia.

Na práticaVerifica a fixação da broca antes de entregar. Uma broca solta é acidente garantido.

Equipamento e consumíveis

Brocas

Cortam, desgastam e polem, com formas e granulometrias diferentes.

Na práticaOrganiza em suporte por tipo. Descarta as gastas, uma broca romba aquece e magoa.

Equipamento e consumíveis

Aspirador cirúrgico

Também conhecido por: sucção de alto volume, cânula

Remove fluidos e aerossóis do campo operatório.

Na práticaÉ o teu instrumento principal. Posiciona sem tocar na mucosa nem obstruir a visão do médico.

Equipamento e consumíveis

Sugador

Também conhecido por: aspirador de saliva

Recolhe a saliva ao longo da consulta.

Na práticaDescartável, um por paciente. Nunca o encostes ao fundo da boca, agarra a mucosa.

Equipamento e consumíveis

Seringa de ar e água

Também conhecido por: tríplice, seringa tríplice

Lava, seca e refresca o campo.

Na práticaPurga a linha no início do dia. Ponta descartável ou esterilizável, uma por paciente.

Equipamento e consumíveis

Rolos de algodão

Isolam relativamente o dente e absorvem a saliva.

Na práticaSubstitui assim que ficarem encharcados. Molha antes de retirar, senão arranca a mucosa.

Equipamento e consumíveis

Microaplicadores

Também conhecido por: cotonetes, aplicadores

Aplicam adesivo e outros materiais em pequena quantidade.

Na práticaDescartável. Tem sempre a caixa aberta e ao alcance da mão.

Esterilização

Autoclave

Esteriliza por vapor de água saturado sob pressão, a 121 °C ou 134 °C.

Na práticaFaz o teste de vácuo e o ciclo de aquecimento antes do primeiro paciente. Regista cada ciclo.

Esterilização

Cuba de ultrassons

Também conhecido por: tina de ultrassons

Remove por cavitação a sujidade dos instrumentos antes da esterilização.

Na práticaTroca a solução conforme o indicado e não sobrecarregues o cesto. O material tem de ficar submerso.

Esterilização

Seladora

Também conhecido por: máquina de selar mangas

Fecha as mangas de esterilização.

Na práticaConfirma o selo em todo o comprimento. Um selo aberto anula o ciclo.

Esterilização

Manga de esterilização

Também conhecido por: embalagem de papel e filme

Mantém o material estéril depois do ciclo.

Na práticaEscreve o conteúdo e a data antes de selar, nunca depois. Corta com margem, o pacote tem de fechar bem.

Esterilização

Indicador químico

Também conhecido por: fita indicadora, integrador

Muda de cor e prova que o pacote passou pelo ciclo.

Na práticaProva exposição, não esterilização. Não confundas com o indicador biológico.

Esterilização

Indicador biológico

Também conhecido por: teste de esporos

Testa a morte de esporos e prova que a esterilização foi eficaz.

Na práticaPeriodicidade definida pelo protocolo da clínica. Guarda os registos, é o que se mostra numa inspeção.

Esterilização

Contentor de cortantes

Também conhecido por: caixa de agulhas

Recolhe agulhas, lâminas e tudo o que corta ou pica.

Na práticaFecha aos três quartos, nunca até acima, e nunca metas a mão lá dentro.

Os nomes populares mudam de clínica para clínica e até de região para região. Se ouvires um nome que não está aqui, pergunta sem receio: no primeiro dia toda a gente pergunta, e é assim que se aprende. Este identificador cobre o material mais comum de uma clínica generalista, e vamos acrescentando conforme nos pedem.

Saber o nome é o princípio. Montar a bandeja é o passo seguinte.

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